Restaurantes visitados por Mara
Comentarios
Mara
09.02.2024 - 08:23Espaço bastante interessante, fomos numa quarta-feira e havia musica ao vivo.<br/ Íamos preparados para desembolsar muito mais dinheiro, considerando a localização, a decoração e a própria magnitude do espaço, mas não foi esse o caso.<br/ Todos os dias (da semana? existe algum tipo de promoção e nós atacamos a promoção das pizzas daquele dia.<br/ Pizza boa e descomplicada, staff atencioso, bom ambiente.<br/ É só pena o enclausuramento acústico do espaço de cima, percebo a intenção, mas a música estava tão agradável que gostávamos que partilhassem connosco.<br/ Não fiquei com cravings da comida em si mas definitivamente um lugar para dar a conhecer, tomar um copo e simplesmente sair da rotina.
Mara
08.02.2024 - 11:27Estava perdida nas 150 cruzadas e paralelas de Setúbal a pensar que não me apetecia nada comer o choco frito porque acho que é sempre cortado em pedaços demasiado grandes, até que vejo numa vitrine uma máquina de costura singer. Pronto, moda ou desmoda, era uma máquina singer. Entrei e senti-me ousada, na terra que assobia vinhos pedi meio litro de tinto da casa para uma pessoa, quatro euros muito bem gastos. Em toda a minha indecisão comecei com as migas à minhota, um prato vegetariano que não vinha carregado de promessas. Continuei agarrada ao menu a pensar que o vinho era completamente desadequado para aquela onda de calor que se fazia sentir (e bem) e completei o trio com as moelas, que só me sabem bem numa tasca nortenha e as ostras da terra, para contrariar o meu segundo preconceito de preferir o marisco madeirense. As migas, sem promessas, entregaram as cinco estrelas. Talvez pela desvalorização inicial, tudo muito simples mas bem tratado, o grelo despido do amargo, o feijão frade sem a sua dureza habitual e os cubos de broa adocicados pelo azeite a fazer valer que o simples pode, de facto, conquistar um lugar de destaque. Aqueles cubos de broa eram a estrela, a cola, tudo no prato. Deliciava-me a pensar nas maravilhas do azeite e da uva transformados quando me entregaram umas ostras pecadoramente gratinadas e um potezinho convidativo com recheio em tons de vermelho. Pequei. Apesar de ter um dente e ponta da língua salgados, o doce do marisco era qualquer coisa que se prolongava, nem toquei no vinho enquanto me deliciei a retirar todos os bocadinhos daquele preparado da concha, era um doce reconfortante como uma sobremesa caseira bem equilibrada. Senti-me na tentação de a estragar com um pouco de sal, mas depois de compreender o doce aceitei-o na sua plenitude. Poupando no sal das ostras, lá veio a tentação novamente de salgar a moelinha, esfregar ali uma pimentinha, mas encontrei novamente aceitação no meu coração e apesar de não serem as moelas que mudaram a minha vida, tinham um bom ponto de cozedura e um sabor bastante agradável. Estava eu preparada para abandonar o barco quando tive uma rápida, mas intensa troca de olhares com o menu. Biologicamente satisfeita, faltava satisfazer a minha vasta e pouco limitada curiosidade, tinha de provar a sobremesa. Argumentei comigo mesma, tentando relembrar que não sou fã de sobremesas, que provavelmente ia tentar colocar sal e pimenta fosse ela qual fosse e após uns penosos 5 segundos e meio de oratória já as palavras saiam da minha boca 'é a torta de Azeitão à antiga por favor '. Pronto. Se era necessário? Não era. Se entrava na minha lista das 5 sobremesas que escolhia para comer o resto da vida? Também não. Mas havia qualquer coisa agradável na massa, que não era demasiado fofa nem enjoativamente húmida, havia qualquer coisa de diferente naquela crosta, aquela crosta.... Só posso dizer que foi um momento bem passado, com pessoas locais a aproveitar o bem servido e a bom preço prato do dia, um espaço agradável, que até poderia ser algo pretensioso mas que na sua essência não é, de todo, e espero voltar novamente como guia turística amadora dos meus amigos. O meu preço final foi 19,50 euros.
Fotos
Aún no hay fotos
